Evidência

domingo, 20 de junho de 2010


Querido diário,

Hoje é o grande dia! Vou me encontrar com aquela linda mulher sobre a qual venho escrevendo incansavelmente. Não me parece o suficiente dizer apenas uma vez como ela é bonita, simpática, e além de tudo uma moça direita. É cobiçada por muitos, isso é verdade. Mas talvez isso não me atrapalhe. Ora, se entre tantos ela foi dar bola justamente pra mim! Devo ter algo que a atraiu, algum charme especial que nunca descobri! Nem nenhuma garota, se quer saber. Mas ela sim, ela viu algo em mim, em mim! Eu, que sempre fui louco por ela! Devo estar sonhando mesmo. Bom, não ligo. Tudo o que importa é que hoje terei a chance de passar uma tarde inteira no parque ao lado daquela graciosidade. Preciso pensar em alguma coisa para surpreendê-la. Do que as mulheres gostam? Vou perguntar pra mamãe. Um minutinho. Ela disse que se eu der uma flor não tem como errar. Interessante isso, gostar de uma coisa que se pode catar em qualquer jardim, e que vai morrer logo. Vai entender. Tudo bem, confio em mamãe. Chegando lá acho que vou comprar alguma outra coisa pra ela. Um sorvete, quem sabe. Hoje é domingo, será que o parque vai estar muito cheio? Não me importaria, só não queria que aquele maluco do João estivesse lá. O cara é conhecido por ser meio estranho, sempre arruma confusão por aí. Ele olha pra Juliana de um jeito, parecendo que ela é um pedaço de carne ou algo do tipo. E ainda acha que é meu amigo! Vai ser muito inconveniente se ele estiver por lá. Mas bem, o que um inofensivo doido poderia fazer? O importante hoje somos eu e ela. E mais nada. Opa, chegou minha hora. Vou só passar um perfume e vou pra praça encontrar Juliana. Me deseje sorte!

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Do vermelho para a eternidade

sábado, 19 de junho de 2010


Juliana acordou com frio, e puxou as cobertas para si. Ficou nessa sensação de aconchego por poucos segundos, até dar-se conta de qual dia aquele se tratava: Domingo!
Domingo era o dia em que ela se encontraria com João, aquele da obra a dois quarteirões de sua casa. Moço direito e respeitador.

Levantou-se com um sorriso estampado no rosto, afastando os cabelos negros e compridos do rosto. Olhou de relance para seu criado mudo, que amparava uma carta amarelada: Carta de José, da feira, que se declarou à moça uma semana atrás. Pobre José.. Juliana nunca corresponderia ao seu amor doentio. Magrelo, desproporcional, olheiras fundas e aquele jeito de maníaco.. esse era o Zé da feira. De qualquer forma, guardou a carta consigo, ainda que com medo de alguma reação paranoica do coitado.
Balançou a cabeça para esquecer daquilo tudo, enquanto ia à cozinha. Bebeu um café apressado e comeu um pedaço de bolo, já pensando em qual roupa usaria. Saiu de casa linda como sempre, em um vestido rosa que a mãe lhe dera um ano atrás.

No parque, com João, tudo são flores. Literalmente, pois João trouxe a ela uma linda rosa vermelha, que ela carregava maravilhada com uma mão, enquanto a outra segurava a do amado. Como alguém tão forte, tão robusto, tão másculo como João, poderia ter tamanha sensibilidade para encantar uma mulher? Ela não sabia de que forma, só tinha a certeza que ele acertava em tudo: Comprou à moça um sorvete de morango, que ela agora desfrutava, emocionada.

A única coisa que poderia estragar essa atmosfera era um conjunto de gritos disformes que vinham do lado oposto do parque, mas esses gritos estavam tão distantes.. não mereciam atenção..
Juliana lançava olhares de admiração ao homem que a conduzia, até que os gritos, que pareciam tão insignificantes, engrossaram. A moça resolveu olhar, de curiosidade: Um homem agora se destacava da multidão e dava passadas largas em direção ao casal, segurando uma faca enorme e com os dentes cerrados.

"OLHA A FACA!"

A moça franziu o cenho, e lançou um olhar de incompreensão a seu amado. Este olhava fixamente para a frente, em um misto de ansiedade e nervosismo; ele percebia a mesma coisa que ela: Aquele não era homem qualquer, era José. Era ele, o feirista, com uma expressão medonha em sua face, tremendo a mão que segurava a faca, tamanha era a sua raiva.
Ninguém parou o homem armado, a multidão gritava ensandecida. Juliana soltou a rosa e o sorvete no chão, agora com medo do que aconteceria. Toda o sentimento de proteção que ela sentia ao lado de João despedaçou-se quando José, sem qualquer resistência do casal atordoado, desferiu vários golpes rápidos no peito do pedreiro. A incredulidade de João naquela situação anulou suas habilidades de capoeira, enquanto ele caía com um baque surdo no chão, ensanguentado e agonizante.
Juliana estava aterrorizada. Seu braço esquerdo era puro vermelho, seu vestido rosa estava manchado de vermelho, o chão era vermelho, o próprio Zé tinha o rosto espirrado de vermelho enquanto se virava para ela. Juliana olhou uma última vez à rosa e ao sorvete derretendo no chão ao seu lado, e tentou se proteger com as mãos, em vão. Dores agudas pipocaram de seu peito, de sua barriga, de seu corpo. Ela podia sentir o líquido quente fluindo por sua pele, e ver com dificuldade o brilho metálico que se destacava do vermelho e passava com velocidade por ela.

Não sentia mais nada, nenhuma dor quando atingiu o solo. Seu último pensamento foi deixar para trás todo aquele vermelho assustador, e ir em direção à eternidade.
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Razão e Sensibilidade

sexta-feira, 18 de junho de 2010


-Senhor José Vieira e Souza?


-Sinhora!

-Sente-se, por favor. O meu nome é Denise Monteiro, serei sua advogada na defesa da acusação de homicídio duplo que o senhor recebeu em...deixe-me ver aqui...treze de junho de dois mil e dez, certo?O senhor trouxe o protocolo de requisição da Defensoria Pública?

-S-sim...

-Vejamos então os documentos do processo.Bom, a conduta obteve muitas testemunhas,totalmente impune o senhor não ficará, mas nossa estratégia será de buscar o maior número de elementos que diminuam ou atenuem sua pena, até ela virar uma pequena de regime semiaberto ou algo semelhante.Aí o senhor..

-Senhora pode me chamar de você?Inda nem fiz vinte e três!

-Então, com regime semiaberto você pode trabalhar, estudar, etc,não deve poder continuar na feira, mas não vai ficar o dia inteiro na prisão.Deixa eu dar uma olhada nesses papeis.... ah, ótimo!Os antecedentes criminais de uma das vítimas é muito favorecedor, lesão corporal, tentativa de lesão, envolvimentos em tumultos...aham, vou colocar caráter de vítima como atenuante de pena,João era causador de confusões e te provocou , só por isso você fez o que fez..hum..artigo sessenta e cinco, inciso..

-Mas...

-Dois.E o três.Isso.Do rapaz não dá pra tirar mais nada além disso, e da moça eu vou ter que combinar com você.Ah!Lembre-se: a faca é da sua sacola de feira, alguns clientes te pediam para comprar metade de melancias e mamões, e você a carregava por causa disso, senão vair dar a maior complicação o fato de você já andar armado,ok?Voltemos à moça. Algumas pessoas já ouvidas no inquérito disseram que você e ela já tinham se separado há mais de dois meses, certo?Isso será importante porque desconfigura a relação de estabilidade que vocês mantinham desde dois mil e três..

- e um

- o que a faz deixar de ser sua parceira e impede a aplicação de agravante em crimes contra cônjuge.O ponto dois vai ser a quebra da relação..hum...alegaremos, ah!Violenta emoção, claro!Cometimento de ato injusto da vítima por ter lhe deixado esperanças por meio de cartas- traga todas as cartas que ela já te mandou na próxima vez que vier

-mas...

-E ela ficou com seu melhor amigo...hum...me..lhor...a..mi...go....artigo sessenta e cinco também...não!Diminuição no parágrafo primeiro do cento e vinte um, vai reduzir muito mais a pena, quem sabe até uns seis anos mais prestação de serviço comunitário!O réu foi pego de surpresa por ato injusto..arma branca direcionada a outros fins...

-Doutora..

-Só um momento, José, já estou terminando de escrever.Vai ficar jóia.Você é réu primário...vai dar para usar isso também, você não queria fazer isso...oh!Acha que consegue chorar assim se for colocado para depor?Jurado sempre se sensibiliza quando vê um homão assim chorando, ainda mais em crime passional.Vamos requerer o depoimento de sua família sobre o relacionamento com a moça...hum...amigo agiu de má-fé e com dissimulação por ter dito a todos que fazia capoeira no horário em que foi encontrado no parque com a ex-namorada próxima do réu...isso. Tem mais algum elemento importante da cena que não está no inquérito, José?

-Doutora..deixa eu te falar..a Ju era minha namorada sim, dá pra negar isso não.Meu amor. Ela tinha me dado um tempo mesmo, mas no sábado ela me fez a maior surpresa,me esperou na feira, a gente passou o dia dos namorados todo junto, a gente prometeu que num ia mais brigar, e ela me jurou que nunca mais ia chegar tarde em casa sem avisar.Eu té parei de beber..

- Você se importa se eu gravar a sua fala para posteriormente retirarmos os elementos úteis posteriormente?Apago logo depois, antes de você sair.

-Tá, doutora.E eu nem bebi no sábado, nem uma pinguinha, ju não gosta de bafo, levei ela pra casa comigo e só.E ela saiu de fininho no domingo, deixou um bilhete todo perfumado falando que ia visitar a tia no hospital,e eu saí todo abobado para trabalhar, o perfume era de morango com certeza, aí depois eu até animei de passar no parque pra arear a cabeça, lembrar o sábado.ela foi comigo lá no sábado doutora, comigo, e a gente tomou sorvete, comprei um buquê todinho de rosas pra ela umas rosas vermelhinhas, igual a bochecha dela, igual ao sorvete de morango dela, o preferido, o meu preferido, aquela desgraçada!

-José, acalme-se por favor.

-João nem gosta de sorvete!Nem de morangos!Aposto que aquela rosa era uma das que eu dei pra ela, maldita, e ela toda levadinha!TIA DOENTE UMA OVA!Ela não cansou foi de me trair,ver essa cara de otário todo dia amando ela, GASTANDO UMA PUTA GRANA POR CAUSA DELA, PRA ELA SAIR COM AQUELE FILHO DA PUTA!CAPOEIRA, CLARO!NÃO BASTAVA ELE PEGAR TODAS AS MUIÉ DO BAIRRO NÃO!TINHA QUE SER A MINHA!TUDO QUE É MEU, O MEU GOSTO,MINHA ROSA, MINHA JU!SENÃO NÃO TEM GRAÇA!

-Senhor, contenha-se!!

-MATEI SIM, DOTORA!MATEEEI MATEEI E MATAVA DE NOVO!E DE NOVO E ENFIAVA A ROSA NAQUELE DESGRAÇADO LADRÃO ENCRENQUEIRO!MAS AGORA JÁ ERA!OS DOIS ESTÃO MORTOS, DURIIINHOS!NINGUÉM VAI ME ENGANAR MAIS NÃO!POSSO ATÉ SER PRESO, MAS NUM É MINHA CARNE QUE AS FORMIGAS VÃO COMER NÃO!AHAHAHAHAHAHAHAHA!BEM FEEEEEITO!BEM FEEEEEITO!

-Senhor José, volte aqui!Ainda não terminamos a análise do processo!

-TEM SORVETE AÍ NO CÉU, JU?AHAHAHAHAHAHAHAHAHA!NINGUÉM MAIS VAI ME ENGANAR, EU SOU UM PRESO LIIIIVRE!LIIIVREEE!AHAHAHAHAHAHAAHAHAHAHAAHA!

-Alô, Reginaldo?Contacte imediatamente a segurança fazendo favor, tentativa de fuga de preso preventivo no terceiro andar.
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Quebra de rotina

quarta-feira, 16 de junho de 2010


Ah não! Mais uma manhã de domingo, mais famílias e casais felizes nesse parque.
Cansei dessa vida, cansei!
Eu aqui, imóvel, vendo tudo isso acontecer durante anos! Cada domingo é uma família nova que vai, outra que vem, um casal novo que se apaixona, outro que briga.
E o que eu faço nisso tudo?! NADA. Fico aqui, no meu lugar, às vezes sendo sentado pelas pessoas. Não, não, não, não quero mais! Chega de rotina, chegaaa!
(Cinco minutos depois)
Tudo bem, sou um reles banco. Sei que sou. Não nasci pra fazer nada alem de ter glúteos apoiados em mim e ver o tempo passar. Afinal, não é isso o que faço sempre?
EEEI NÃO SENTE ASSIM EM MIM!
Esse senhor... Sempre por aqui. Sempre olhando aquela moça bonita. Ela é realmente bonita, todos os outros senhores a olham também, mesmo que tenham companhia.
Será que ele nunca irá lá falar com ela? MUDA ESSA ROTINA FILHO! Para de olhar e faz alguma coisa! Sabe o que eu faria se estivesse no seu lugar? Sabe o que eu faria se pudesse me mover?
Olha... Acho que ela está acompanhada. Está, está sim. Xii... o colega se deu mal. Também, ficou aí só olhando, sem fazer nada! Ai se eu pudesse fazer algo além de olhar... ai se eu pudesse! O namorado novo dela parece ser um cara legal. É bonito. Acho que eles vão dar certo juntos.
EEEI NÃO ME APERTA! Ih, acho que ele viu o namorado novo dela. Acho que ele não tá feliz. Calma colega, calma! Você vai apaixonar por outra. ... calma!
EEEI NÃO LEVANTA ASSIM TAMBÉM NÃO! Essa vida de banco não é fácil, tá? Não sai sentando e levantando assim não!
Ih, olha lá, acho que ele vai falar com ela. Finalmente uma atitude. Avante companheiro! Isso mesmo! Vai lá!
OPAAA! Pra que a faca? Pra que? Fica bonzinho colega, era pra ser uma discussão, não uma agressão. Era não, vai ser. NÉ? NÉÉ? NÃO, NÃO, NÃO, NÃO! Não faz isso não!
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHH!
Gente, quanto sangue! Ui... Não deixo mais esse cara sentar em mim não. Olha o que ele fez! Não! Alguém tira ele daqui, alguém leva ele embora. Ele matou os dois!
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AMANTES ASSASSINADOS NO PARQUE

terça-feira, 15 de junho de 2010


Na última manhã de Domingo, dia 07 de Novembro, no Parque da Boca, Jõao Antônio Pereira e Juliana Batista Assumpção foram esfaquiados até a morte por José Manuel da Silva. Testemunhas e amigos dos envolvidos, afirmaram que José era o melhor amigo de Jõao, namorado de Juliana. Manuel não sabia da relação dos dois e, como amava a moça, não suportou a dor de a ver com outro. Nossa equipe conseguiu um depoimento exclusivo de Anne Marizette, grande amiga dos mortos. Segundo ela, o casal de namorados chegou cedo ao parque para aproveitar a manhã de domingo, logo depois José chegou e os viu. Irado com a cena, tirou a faca do bolso e começou a andar na direção dos dois. Não demorou até que as pessoas percebessem o que estava acontecendo, alguém gritou “OLHA A FACA”, mas os amantes não tiveram tempo de reagir, primeiro foi ela, logo em seguida, o rapaz. Caíram os dois mortos no chão. José ficou parado olhando para suas mãos sujas de sangue e para a rosa na mão de Juliana. Os policiais chegaram e algemaram Manuel, que foi encaminhado para a delegacia. Hoje ele aguarda o julgamento e está tendo acompanhamento psicológico.
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Sem brincadeira, nem confusão...

segunda-feira, 14 de junho de 2010


Ahh... adoro os domingos de folga! Posso vir para o parque passear e, quem sabe, ter a sorte de ver a minha amada... O quê? Não me olhe assim! Eu sei que é um amor platônico, mas Juliana há de ser minha um dia... Já sei! vou dar uma volta nos brinquedos mais modernos do parque... Lá fica mais movimentado... Quem sabe não encontro a minha amada?!

Aiai... Adoro ver essas crianças correndo pra lá e pra cá, com seus algodões-doce, seus pais felizes. Tomara que minha família seja bonita, assim como essas que passeiam no parque. Mas, se tudo ocorrer como sonho, não tem como não ser assim... Eu tenho um Espírito brincalhão... estou sempre aí, fazendo uma piada, uma brincadeira com alguém! Já fui chamado de tudo, menos de ranzinza! Mas agora... A minha amada... Ah! Essa é doce, linda e amorosa, não teria como não formarmos uma família feliz com nossos filhos.

E por falar nela! Meu instinto me dizia que ela estaria aqui... Ou talvez seja o cupido que tenha me contado! Bela como nunca! Com seu sorriso lindo de duas covinhas... Que bom que ela está feliz!
Hehe... Quem me vê neste momento, deve achar que sou um tolo, pois fico olhando, bobo, com a cabeça meio tortinha assim... Suspirando fundo... ah!... Apenas admirando "a vista". Ela está linda! Com seu vestido rosa, um sorvete em sua mão direita e uma rosa, na esquerda...

Calma aí... Porque ela segura uma rosa? Meu Deus! Há um homem com minha amada Juliana! Um homem robusto... Com cara de forte, uma beleza rústica... Não! Será? Mas era para ele estar na construção a essa hora! Não! Ele está jogando capoeira com seus amigos no ribeirão! Lá mesmo perto da feira onde trabalho! Tenho certeza... Só posso estar variando... Pisco o olho forte... Umas três vezes!!! Nada de não ser ele! Nada de enchergar o homem que realmente está com Juliana! Só vejo o meu amigo... Minha cabeça rodava com a roda-gigante, como se estivesse zonzo... Não pode ser! Ele é tão brigão! Não poderia dar uma rosa a Juliana! Uma rosa vermelha!!! Não poderia estar girando com ela nessa roda gigante... NO MEU LUGAR!!! Não poderia ter dado este sorvete, vermelho, de morango para ela!! O SORVETE É DOCE!! NÃO É COMO ELE! O PATIFE NÃO PODE ME ROUBAR A DOCE JULIANA!! Eu não posso permitir... Não alguem tão próximo a mim! Não alguém a quem sempre quis tão bem! Ele não pode me passar a perna!!

De repente, minha mente não gira mais... Estava tudo focado nos dois. Como podiam me enganar?! Pareceu que o parque não era mais o mesmo. Tentei desviar a atenção dos dois... Mas parecia que todos a minha volta compreendiam minha dor! O parque inteiro sentia o que eu sentia!!! Todos corriam desesperados! As crianças choravam... Nenhum brinquedo funcionava... Escutei um "olha a faca!" Ao longe, mas eu não enchergava nada, além daquela traição... me apunharam pelas costas durante sei lá quanto tempo! Me apunhalaram... apunhalaram... Queria sentir todo aquele vermelho-vivo do amor dos dois passando pelo meu corpo!! Uma dose daquela vida feliz! Outro grito... Mais conhecido, Era meu nome "José!! Não!! JOSÉ!"... não prestava atenção... Se eu pudesse tomar o vermelho de Juliana pra mim! Mas estava de mãos atadas... Olhei pra elas. Me sentia um inútil... O quê?!!? SANGUE?! Uma faca nas MINHAS MÃOS?!!? João, meu amigo!! Morto! Não!!! não é possível... Onde está... NÃO!!! JULIANA!!! JULIANA!!! "JULIANAAAAAAAAAAAAAAA!!!!"

Bom gente... Esse é meu pimp da história que todo mundo deve conhecer...
até segunda que vem!
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