domingo, 27 de junho de 2010


Vou contar pra vocês aquela velha história, da cigarra e da formiga. O que se houve da boca do povo não é totalmente verdade, e estou aqui para revelar os verdadeiros episódios vividos por esses dois ilustres animais.
Dona formiga era muito trabalhadora, já era o meio do verão e ela ainda não tinha parado para dar um passeio, ou repousar numa sombra pra ver a tarde passar. Não, ela não tinha tempo pra isso. Era compenetrada, focava toda a sua energia em carregar folhas para o seu formigueiro. Assim, quando chegasse o inverno, estaria preparada. Fazia um tempo que já tinha o alimento necessário, mas pensava que quanto mais melhor.
Num dia ensolarado, eis que passa por dona formiga uma cigarra cantarolante, dançando e batendo palmas, numa felicidade sem tamanho. A formiga ficou inconformada com aquilo, essa cigarra deveria estar se preparando para o inverno também! “Você deveria ter mais juízo, onde já se viu uma coisa dessas? Cantando por aí, quando deveria estar trabalhando!” A cigarra calmamente argumenta que o verão é pra aproveitar: “a vida é bela, a morte é certa, e o Sol está a brilhar! Por que você não vem comigo e fazemos uma serenata para aquela linda abelhinha da árvore ao lado?” A formiga rapidamente recusa o convite, diz ser um animal sério e não ter tempo para tais coisas. E que, chegando o inverno, a cigarra se arrependeria daquela farra toda. Dona cigarra limitou-se a ter pena daquela pobre formiga, tão estressada em um dia tão bonito. Ela própria já tinha colhido alimento o suficiente para o inverno, e sabia que não era necessário tanto esforço. Seguiu cantarolando.
A formiga, esforçada, juntava todo o seu alimento em um dos aposentos do formigueiro. Foi formando uma imensa pilha de mantimentos. Um dia, chegando carregada como sempre, foi colocar sua colheita diária em cima da pilha. De repente, aquela coisa imensa começou a desmoronar, bem em cima da formiga. Ela ficou desesperada, tudo caía em cima dela, seria soterrada!
Acabou que não se machucou muito, a montanha de alimentos se espalhou e não caiu toda em cima dela. O que teve foi um ataque do coração. Por pouco conseguiu se safar, sendo levada a tempo ao hospital.
Passado o susto, a formiga refletiu sobre sua maneira de levar a vida. Percebeu que aquele excesso de trabalho era desnecessário e estava lhe fazendo mal, ela quase morreu por causa disso. Decidiu mudar.
Pegou a parte realmente necessária do que tinha colhido e guardou. Com o resto, fez um super jantar no formigueiro. Como não podia deixar de ser, a cigarra foi sua convidada especial.
Elas hoje são grandes amigas, vivem fazendo serenatas por aí.


Moral da história: Quem faz do trabalho sua vida, pode acabar sendo esmagado por ele.
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Eleições na selva

sábado, 26 de junho de 2010


A selva amanheceu com um alvoroço além do normal. A bicharada saía pelas clareiras bradando suas escolhas, vestida de acordo com a sua opinião; Grupinhos de conversa eram formados em todos os cantos, discutindo com afinco um assunto em comum. Também, pudera, em época de eleição para o novo Rei da Floresta, tanto barulho tem razão.

Os bichos daquela comunidade eram ligados à política, e escolhiam a dedo o melhor governante (ou, pelo menos, boa parte dos bichos tentava acertar). Por esse motivo, quando a votação se aproximava, cada candidato tinha um tempo limitado diante da plateia para expor seus ideais.

Dessa vez, a primeira a se manifestar foi a Galinha, em sua segunda tentativa de eleição. Discursou bonito, prometendo continuar com excelência o trabalho da Lula, ex-presidente. Argumentou também que agora, em sua segunda chance, estava mais preparada e amadurecida para o importante cargo.
A surpresa veio ao término de seu pronunciamento: Apesar da convincente oratória, foi pouquíssimo aplaudida. A explicação veio a seguir: O Gambá tomou seu lugar e, mal havia subido ao palco, foi ovacionado pelos animais, reforçando sua posição de favorito ao cargo.
Iniciou e progrediu seu discurso de forma inflamada e agressiva:

- Caros amigos, estou aqui de cara limpa a falar frente aos senhores, isso pois sou um amante da transparência, um amigo da democracia, um admirador da verdade. É minha obrigação, como cidadão de nossa famigerada floresta, alertar a todos vocês, eleitores, sobre as mentiras que têm sido contadas, e sobre a real situação de uma conhecida em comum a todos nós.

A bicharada ouvia com atenção, enquanto o Gambá prosseguia com voz retumbante:

- Infelizmente, falo de uma concorrente ao posto de governante da selva. Sim, companheiros! A Galinha que aqui discursa em frente aos senhores, educada e ereta, que tanto fala em justiça e igualdade, é na verdade uma farsante!

A Galinha arregalou os olhos e levou a asa ao peito, ofendidíssima, enquanto o Gambá enxugou uma gota de suor que descia de sua testa. A plateia teve tempo para processar a informação, e exclamou algo parecido com um "oooh" de surpresa.

- Explico o porquê de uma afirmação tão dolorosa, meus caros. Saibam vocês que ontem, às vésperas desse pronunciamento, minha equipe flagrou essa candidata a representante da lei dentro de nossos aposentos, vestida de preto e camuflada, acompanhada de seus assessores. Vocês me perguntam, queridos, o que faria essa fêmea nos meus aposentos eleitorais? Eu vos respondo com profunda indignação: A Galinha estava defecando em nosso material de divulgação, estragando a nossa campanha!!!

A Galinha olhou para os lados, nervosa, enquanto sua assessoria a amparava, retirando-a com calma e resignação do local. A bicharada entendeu isso como uma declaração de culpa, e já começou a se alvoroçar. O Gambá, aproveitando a agitação popular, continuou, agressivo:

- Eu falo nada a mais que a verdade, amigos! Esta é uma demonstração das nojeiras que essa galinácea suja é capaz!

Os bichos, revoltados, se uniram em um coro de "SUJA!! SUJA!! SUJA!!" enquanto a galinha saía envergonhada do local. O Gambá olhava satisfeitíssimo para a atmosfera que tinha criado, quando algo inesperado aconteceu...

Vocês sabem, Gambás são bichos imprevisíveis, soltam um gás muito fedorento nas situações mais inesperadas: Quando estão nervosos, ansiosos, ou empolgados..

E foi o que aconteceu. O Gambá, que tinha protestado tanto contra a nojeira da Galinha, se empolgou com a situação e soltou um pum tão fedorento, mas tão fedorento, que afastou todos os bichos do comício. Todos eles perceberam que tinha sido o Gambá o autor da bomba, e saíram enojados do lugar. Duas lêmures fêmeas vomitaram de nojo, e um flamingo idoso desmaiou.

O resultado? Mais da metade dos bichos votou em branco naquela eleição. Desde então, todos optaram por fazer da selva uma anarquia.

MORAL DA HISTÓRIA: Quem tem teto de vidro não apedreja o dos outros.
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República Democrática da Cozinha do Norte

sexta-feira, 25 de junho de 2010


CRECK!
- Liberdade, liberdade!!!Não acredito!Vivaaaa!!
-Ufs....ai, ufa!Não aguentava mais,credo!ahhh...consigo me locomover...espaaaaçooo!Mas aqui....achei meio repentino esse alvará de soltura, cê num achou não?
-Ai, Gê, para de reclamar!Que ranzinza!Deve ser cois do governo novo.Ouvi de lá de dentro que as coisas iam mudar pra nós..aliás, pra você eu não sei como vai ser,né.Porque pra minha raça....
-Raça???
-É,você sabe.Meus ancestrais.A gente tem uma tarefa diferente do povo da sua laia.Já sabíamos que seria assim.
-Mas e a nossa amizade??
-Querida, desculpa, mas olhe ao seu redor.Tudo branquinho, limpinho, que nem eu.Fui feita para servir aos deuses.Já você...
-Ah, é, menina?E o antirracismo que você sempre pregou quando precisou da minha ajuda, hein?Esqueceu dele agora?Só porque não precisa mais de mim!
-Todo mundo muda com o tempo, beibe.Só lhe resta se adaptar.
-Babaca....não acredito!Cuidei de você!Alimentei você, te dei conselhos quando estávamos na prisão!E é assim que você me agradece?Me largando à mercê desses soldados sanguinários?
-Gê, para com isso!Eu já fiz a minha parte, te protegi a vida inteira!Agora é a minha vez de brilhar, ser do mundo pelo menos uma vez!Você é muito reclusa, tem um gosto muito diferente para as coisas, não tem como me acompanhar nessa nova vida!Já está na hora de seguirmos nossos caminhos,nada mais natural!
-SUA BURGUESINHA DE MEEEERDA!RACISTA!
-Cara cidadã, de nada adiantam essas palavras ofensivas. Nosso destino se aproxima. Acostume-se com o seu.
-AMIGA-DA-ONÇA!!!VIRA FOLHAA!Aimeudeus!S-seu g-guarda??
-Srta.Gema, acompanhe-me, por favor.
-Pr-pra onde vamos??
-  A srta. será encaminhada ao Centro de Treinamento da Operação Quindim.
-Sério???Quanta honra, senhor!Que alívio!Hehe, achei que ia acabar mofando na geladeira para sempre, sabe como é....
- Não, não.A chefe pediu tratamento especial para você esta noite.Disse que será a principal da missão.
-Uhuuul!!!!Mas aqui...e a Clarinha?
-Bom, a srta. Clara não terá tanta sorte. Parece que a chefe não gostou muito do escarcéu que ela fez quando foi solta,sujou muito a mesa.A srta. bem sabe que em nossa amada República não admite tanta petulância dos cidadãos. Clara será devidamente punida em breve.
-Tá, mas que pena que ela vai pegar?
- Batedeira.


Moral : muito cuidado ao agir às claras em uma República Democrática

Submoral : independentemente de cor ou raça, todo mundo acaba na mesma m***a.
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Fábula da modernidade

quarta-feira, 23 de junho de 2010


Dois namorados se encontraram para ir ao cinema. Chegando lá, Leo diz:
- Bia, guarda meu celular pra mim?
- Claro amor – responde Bia, e o guarda em sua bolsa.

Zuuupt. O zíper se fecha.
- BlackBerry 1, cadê você companheiro?
- Fala colega, to aqui!
Os dois celulares começam a bater papo... contar das novas atualizações, exibir seu novo enfeite, discutir as melhorias. Derrepente, o assunto muda:
- Mas e aí, o que o Leo tem feito atualmente?
- Não devia te contar, c sabe né, mas gosto muito da Bia, gosto mesmo. Olha, o Leo anda saindo com umas mulheres estranhas. Loiras demais, roupas de menos. Eu não sei, eu sempre acabo no bolso da calça, ou debaixo do armário, mas acho que ele ta traindo ela.
- Pois é mano, a Bia acha também .. ela comentou com uma amiga outro dia, falou que ia fazer umas gambiarras em você pra gravar tudo .. você se sentiu diferente atualmente?
- Então foi isso! Senti um embrulho no sistema central outro dia, ficou estranho por um tempo, depois passou ... deve ter sido isso.
- Opa, peraí! Recebi um arquivo aqui!
O BlackBerry acessa seus dados – olha só, a Bia conseguiu tudo ! E ainda programou pra mandar pra mim! Assim que ela me abrir vai descobrir. Sabe companheiro, se eles terminarem a gente não vai bater papo mais, não vai ser legal. Eles são um casal bonito, não devem ser atrapalhados por uma bobagem dessas.
- Apoiado! Não quero perder sua companhia também, é bom ter alguém do mesmo modelo pra conversar, sabe? E se você deletar o arquivo, talvez ela nunca descubra...
- Talvez...
- E aí?
- Ok, deletando... deletado !
- Isso aí parceiro, longa vida a nossa amizade!

Moral da história : Não confie em ninguém, muito menos em celulares modernos.
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Refalsear

terça-feira, 22 de junho de 2010


Deazo e Bepina, amantes de longa data, o mais egraçado e a mais bela. Deazo sempre levantava cedo para acordar os amigos, divertia-os com piadas, saia para brincar na lama com os porquinhos mais jovens, encontrava Bepina, namorava um pouco e, cansado, deitava-se muito cedo.
-Querida, querida, posso te contar uma piada?
-Deazo... de novo? Ah... claro, conta suas piadas...
-O que dá do cruzamento de um pão, um queijo e um macaco?
-É para respon..
-Não sabe amor? Um X-panzé! HSKOROOKHASKOROOOOK Entendeu? Entendeu?? E essa, amor, e essa: Por que o galo canta de olhos fechados?? - Bepina faz cara de interessada, mas não responde- Por que ele já sabe a letra DE COOOOR! HSKOROOKHASKOROOOOK Outra, Bep, outra: Por que o jacaré tirou o jacarezinho da escola??? Porque ele réptil de ano. HSKOROOKHASKOROOOOK
Depois de 57 piadas, Deazo se cansou e foi dormir. Bepina, entediadíssima e chateada com a situação, foi para o pasto olhar as estrelas. Tipozzi, o casanova da lama, passava por perto e não podia perder a opotunidade:
-O que faz um rosa bela como essa tão longe do seu jardim?
Bep reconheceu facilmente a voz de Tipozzi, era insuportável para suas orelhas.
-Estou esperando a nave mãe.
Apesar das respostas secas da porquinha, Tipozzi conseguiu conduzir uma conversa agradável, de fato nascera com o dom. No dia seguinte, após ouvir mais piadas, Bepina repetiu a dose da noite anterior e, como já imaginava, não era a nave mãe que a aguardava. Bepina adquiriu um novo hábito e um novo amor.
Semanas se passaram e o piadista finalmente começa a desconfiar do romance: olhadelas, risadinhas e sumiços inexplicáveis. Certa noite decide seguir sua amada ao invés de ir repousar. Ao chegar no pasto suas suspeitas são confirmadas. Surpreendentemente ele apenas se vira e volta pra casa. Tipozzi pôde aproveitar sua última noite com Bepina, a ração estava envenenada.

Moral da história: Não cobice a fêmea do próximo.
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Florzinha e o daltonismo

segunda-feira, 21 de junho de 2010


Carlos estava andando pela fazenda de seu pai... Observando as galinhas brigando pelo milho, os cavalos correndo... Quando resolveu dar uma volta no pasto. Chegando lá... havia uma vaquinha que chamava muito sua atenção. Ela ficava olhando-o. Quer dizer, Toda vaquinha olha meio de lado pra você, porque seu olho fica de lado no corpo... Mas ainda assim, Carlos achava que o animal o fitava sem parar. Como nosso protagonista era alguém muito valente... E, também, porque não faz sentido ter medo de vaca, Carlos chegou mais perto... para verificar se a vaca realmente o fitava tanto.

Acontece que o olhar ficou mais evidente... E Carlos começou a sentir uma pontadinha de medo. Sabe, aquelas remexidinhas na barriga da gente? Como se a gente fosse caindo de uma ladeira... Ou estivesse num elevador, que começou a descer sem avisar? Pois é... E o mais estranho é que a Vaca também se aproximava de Carlos... Se aproximava, aproximava, aproximava e...

- Ai! Porque você está comendo minha Blusa?! Sai daqui, vaca feia!
- Hum... -As vacas são animais muito reticentes... Percebe-se pelo andar lento, estão sempre mastigando devagar, digerindo devagar... vivendo devagar- Sua roupa?... Ah... me desculpe... mas é que você se vestiu de capim... Eu acabei não resistindo... Parecida tão apetitoso!
- Capim? Mas essa blusa minha é Rosa!!! Como você pode confundir com capim? Aiai... Que vaca esquisita!
- Meu nome não é vaca... é Florzinha... Mas é que essa blusa sua não parece rosa... Parece... hmmmmmm!!!... Capim... é... Capim...

Carlos olhava maravilhado para a cena
-Eu nunca tinha visto um animal daltônico em toda a minha vida!!! Que legal!! E é uma fêmea ainda! Quer dizer... Todo mundo sabe que mulher daltônica é muito mais difícil de acontecer do que um homem daltônico, né? Mas uma vaca?! Que legal!!!
-hum?... - respondeu florzinha, confusa, durante a tagarelice de Carlos
- Deixa eu te explicar - seguiu Carlos - As cores deveriam ser de um jeito pra todo mundo... Mas tem gente que enxerga algumas cores trocadas e... Olha... Não é nada demais, Florzinha. Eu conheço um centro de apoio ao daltônico lá na cidade e eles vão te ensinar as cores certas e as erradas...

Florzinha, preocupada com sua visão... Como será que ela começava a dar problema tão cedo? Sua avó, Mimosa, só começou a enxergar meio estranho depois dos 15 anos... Mas trocar cores? Isso pra ela era muuuuuuuuuuito novo. Portanto, aceitou a ajuda de seu novo amigo Carlos.

Chegando no CAD, Carlos e Florzinha foram direto falar com Márcio, o diretor do centro... Que estava curioso de o porquê de uma vaquinha, tão lerdinha, resolver ir até a cidade.

- Pois Não? - Disse Márcio.
- Bom dia! Queria que o senhor ajudasse minha amiga Florzinha... Ela tem um sério problema de daltonismo... Veja só! Confunde verde com rosa! - Florzinha achou que seu problema fosse ainda mais grave.
- Verde com rosa? Vejo que ela não encontraria problemas num desfile da Mangueira, não é? - Brincou Márcio - Mas... Deixando as brincadeiras de lado... Interessante! Já são raras as fêmeas daltônicas... Quanto mais as fêmeas, vacas, e com um daltonismo tão raro! Vejamos... Para ajudar sua amiga... É Florzinha, senhorita?
- Sim... Florzinha... (respondeu a vaca)
- Pois bem... Para ajudar a Florzinha a reconhecer as coisas, mesmo com a deficiência, ela teria de ficar aqui no centro por uma semana... Tudo bem?
- Pergunte para ela... - Disse Carlos. Florzinha foi respondendo:
- Bom... Se é para... conseguir... como se fala?... ver direito... Tudo bem...
- Então está feito! Carlos... Volte daqui a uma semana. Está bem?
- Aham! Está bem sim... Obrigado doutor...
- De nada - Disse Márcio, quando Carlos já estava indo embora- maaaas... Uma última pergunta!
- Diga! - disse Carlos, voltando-se para o doutor.
- Por que você amarrou capim no seu corpo todo?

Moral da fábula: A visão distorcida nem sempre é a do outro.

(me permiti mais linhas... Por dois motivos... eu coloquei o limite de 40 brincando... porque as fábulas são grandes =D e também porque diálogos não ocupam todo o espaço horizontal de uma linha... a regra é clara!)
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